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Em 1963, um grande número de países africanos e asiáticos propôs a inclusão, na agenda da Assembleia Geral das Nações Unidas, do tema "Question of Equitable Representation on the Security Council and the Economic and Social Council". Um acordo entre países africanos, asiáticos e latino-americanos permitiu que se apresentasse uma proposta de reforma pela qual o Conselho de Segurança seria expandido de modo que passasse a contar com dez membros não-permanentes.

Os membros permanentes não viam com simpatia a reforma, defendendo que eventual expansão do Conselho fosse mais modesta.

O peso do bloco afro-asiático na Assembleia permitiu que aprovassem a proposta de emenda à Carta: em 17 de dezembro de 1963, a Assembleia Geral aprovou a Resolução 1991 (XVIII), criando 4 novos assentos não-permanentes. A resolução teve 97 votos a favor (Taiwan), 11 contra (França e União Soviética) e 4 abstenções (Estados Unidos e Reino Unido).

Os membros permanentes se deram conta do alto custo político de impedir a entrada em vigor de uma emenda que havia sido aprovada pela maioria dos Estados Membros das Nações Unidas e que se destinava a aumentar a legitimidade do Conselho. Assim acabaram os cinco por ratificar a emenda em 1965.

A emenda entrou em vigor a partir da ratificação norte-americana em 31 de agosto de 1965.


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